Em tempos de Copa…

… eu estou no SeeTheCup.com.

Google está genial nesta Copa e muda a logo de acordo com a partida. Tô vendo Mexico v Camarões agora:

Google_WorldCup


Kindness

“Another one, which I prefer, is that you might consider treating people with kindness merely because you can. Regardless of what they choose to do in response, this is whatyou choose to do. Because you can.”

Seth Godin

 


Three goals for the day

Li isso no blog do Isaac Oates do CEO e fundador do Justworks

Ele tem 3 objetivos todos os dias quando vai trabalhar:

1 – Create value (criar valor)
2 – Learn something new (aprender algo novo)
3 – Have a good time (divirta-se)

Tá aí. Simples, né?


Simplifique, experimente e erre

Tenho passado muito tempo observando mudanças em organizações, incluindo a minha! Estamos em uma transição: quebrar comportamentos, nomenclaturas e estruturas organizacionais que só existem parece que por hábito. (tem uma galera já bem mais a frente nessa transição – caso do Zappos, Netflix e Treehouse).

Ainda existe, aqui e em muitas outras empresas, uma briga forte entre uma cultura de “aponte o dedo” – quem “foi erro de fulano” “mas você estava copiado no email”, “eu especifiquei”, “estava na descrição do projeto que tem 572 páginas”… e por ai vai – vs. cultura de colaboração e “fazer tudo mais simples”, onde o erro é do processo e serve como aprendizado e onde os mesmos processos são constantemente simplificados. Esse último soa fácil, né? Mas não é.

Pra que um ambiente seja colaborativo, ágil e transparente é vital que cada um sinta na pele e se sinta dono de poder simplificar, experimentar e errar. Isso não é fácil – e a gente briga com isso todo dia aqui no Bom Negócio. Ninguém gosta de errar e ponto – você se sente meio burro.

Já parou pra pensar que esse sentimento de burrice – de quando se erra – é o mesmo de quando a gente se sente meio burrinho quando está aprendendo algo novo? (falei disso aqui)

Quanto mais rápido for o erro, mais rápido o aprendizado. Pra que fazer complicado se eu posso fazer o simples? (simples, né?!) Agora se a gente não aloca tempo e energia para experimentar, ninguém sai nunca do lugar.

Tá. Mas como passar isso pro dia-a-dia e iniciar esse processo de mudança?

Eu ainda estou experimentando, mas já aprendi algumas coisas:

- Simplifique e valide. Quanto mais a gente simplifica, mais as coisas ficam claras pra todo mundo. Por que começar grande e complexo, se eu posso quebrar o grande em pedacinhos estratégicos que são simples de entender e executar? Isso vale pra comunicação (interna e com o cliente), projetos, pessoas, etc. É um exercício ter sempre na cabeça: será que eu consigo fazer ainda mais simples e ainda assim validar o meu projeto/idéia, mensagem, etc?

- Escute o outro como se ele fosse expert no assunto. Quem escuta sem pré-conceitos, entende, aprende e enxerga muito mais (isso é um exercício e não acontece da noite pro dia)

- Se organize, meu filho. Quem se atola é o tolo. Crie tempo pra ler, experimentar novos projetos, e errar. (e isso é no trabalho e também em casa!) E outra: não da pra fazer tudo ao mesmo tempo. Priorize!

- Erre rápido e com frequência. Quando processos, projetos e ações são simplificados, fica mais fácil errar e consertar / aprender com o erro. Fora que gera menos impacto nas pessoas (aquele sentimento de burraldo!) e organização.

- Viva o Ócio! Relaxe, neném. É bem nesse momento que as coisas se conectam. É aí que aparecem aquelas idéias que você vai querer experimentar. (e acertar, ou errar!)

- Conteste, sempre. A intuição existe pra ser ouvida também. Regras, processos e argumentos que não fazem sentido devem ser contestados. Algo soa estranho? É porque provavelmente é.

Essa lista ainda vai mudar muito…

Assiste esse video aqui também:


Camiseta pra quem tem toque (eu)

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Demais! Tudo alinhadinho e bonitinho!

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Vivo a realidade à qual dedico a minha atenção

Texto do meu papai Clo (Claudio Bertalot) sobre estar presente, no presente.

Meditando a realidade

Apesar de que ela revela suas regras intrínsecas a quem a pratica, existem seguramente tantas formas de meditação quanto há indivíduos. É também vasto o por que da meditação; o “para que?”. Abordarei aqui a meditação, tal como ela pode se configurar, a partir da obra filosófica de Rudolf Steiner.

Meditar hoje seria o exercício de aprender a realmente estar onde se está. Isso soa estranho! Mas quem se dedica um pouco a esse pensamento, logo descobre que raramente estamos inteirinhos no que fazemos ou percebemos. Certa vez dirigindo sozinho liguei o rádio e ouvi a seguinte resposta à pergunta “o que é meditação?” “Meditação é estar no meio da ação!”

Estou levando o meu filho para a escola, pensando nos problemas da minha empresa. O mundo que poderia revelar-se através do meu filho naquele momento, se eu simplesmente estivesse com ele, se oculta totalmente, nem existe para mim nesse instante. Estar com ele, ouvindo-o, percebendo a sua forma de se expressar para, a partir do seu contexto, vivenciar a sua realidade; estar no meio desse acontecimento me descortinaria o mundo, que nesse momento estava encoberto pelo meu viver nos problemas do passado projetados para o futuro.

Vivo a realidade à qual dedico a minha atenção. Posso passar pelo mundo sem ter estado nele, se apenas me dedico aos meus próprios pensamentos. Mas percebo facetas do mundo que antes não existiam para mim quando dedico o meu interesse ao que me rodeia. O caráter e a qualidade da realidade em que vivo depende em alto grau de mim mesmo. Recebo infinitas impressões do mundo à minha volta, mas para que estas façam sentido, tenho que interpretá-las, tenho que explicá-las a mim mesmo: – isto é isto, aquilo é aquilo, etc. Olho pra o mundo através do que eu lhe falo. Quanto mais a ele eu me dedico, mais explicações eu lhe atribuo, mais eu me envolvo com a forma que ele assume para mim.

Do outro lado, quando me dedico a mim mesmo, quando me pergunto quem sou eu, vejo quanto sou feito do mundo em que vivi. Quando olho para dentro passo a ver infinitas imagens do mundo que representam o que eu vivenciei, vejo o mundo totalmente envolvido na imagem que tenho de mim mesmo.

Querer conhecer o mundo esbarra muito forte na percepção de mim mesmo. Querer conhecer-me a mim mesmo esbarra muito forte na percepção do mundo que nas suas imagens preenche a recordação de minhas vivências. Não sei bem até onde vai o mundo que se me apresentou e onde começa a forma que eu lhe atribuí, mas também não sei bem até onde sou eu mesmo em mim e onde começa o mundo que eu vivenciei.

Conhecer-se a si mesmo é, pois, uma forma de melhor conhecer o mundo, mas conhecer melhor o mundo é também uma forma de conhecer melhor a si mesmo.

Retirar-se por um instante dos estímulos sensoriais do mundo para perscrutá-lo no próprio interior, não significaria necessariamente abandoná-lo. O elo da relação eu/mundo são as imagens.

Tanto as imagens do mundo, quanto as de mim mesmo, ficam gravadas na lembrança. Consigo rever interiormente o que vivi lá fora bem como o que vivi aqui dentro. E, toda imagem recordativa contêm tanto algo do mundo, quanto algo de mim mesmo.

A grande dificuldade que hoje enfrenta quem se propõe a meditar é a vasta distração que a nossa cultura nos oferece. Conquistar alguns instantes de concentração e silêncio em meio a balburdia da nossa civilização atual converte-se numa verdadeira batalha. Mas, uma vez desenvolvidos os músculos dessa atividade (que consiste não apenas em reter a invasão da nossa consciência pelos batalhões de imagens, impulsos e desejos advindos da nossa própria organização, mas também em reter a invasão dos exércitos de estímulos externos que na forma dos mais variados ruídos e sons constantemente despencam no nosso interior) uma vez conquistada a concentração devida e o silêncio interior, começam a surgir aos poucos os estorvos mais sutis: nossos hábitos e tendências, nossos preconceitos e expectativas.

Por serem juízos feitos antes de uma experiência ou percepção que os justificassem, os nossos preconceitos são verdadeiros prejuízos. Perdemos a possibilidade de vivenciar, ou experimentar originalmente. Mas é muito difícil descobrir o próprio preconceito, pois sou eu justamente quem não sabe que é preconceituoso. Só o convívio com outras pessoas, de preferência bem diferentes de nós mesmos, pode nos ajudar a descobri-lo. Já, as expectativas são tendências que querem antever as vivências e por isso acabam predeterminando-as. Silenciei as minhas expectativas, se fui capaz de me surpreender. Surpreender-se é a coragem de se abrir para o novo, o desconhecido, o que não vêm para confirmar o que já se sabia, mas para modificá-lo.

Ao contrário do esvaziamento total, que caracteriza um tipo de meditação bastante conhecido – muito saudável, porque procura fazer de forma intencional, o que o sono faz naturalmente: reter um pouco o efeito desgastante da consciência sobre o organismo – a meditação que aqui se propõe coloca nesse silêncio uma imagem.

A primeira vivência significativa que se faz nesse primeiro momento é a de que essa imagem desaparece repentinamente. Isso não ocorre apenas por distração. Também quando ha concentração, a imagem desaparece repentinamente. Depois de repetidas tentativas de trazê-la de volta, pode-se fazer outra descoberta significativa. E assim, a partir desse início, a meditação vai revelando as suas regras, relacionadas, naturalmente, às características específicas daquele que medita, e cada passo que se segue surge como uma necessidade intrínseca.

O repentino desaparecer da imagem e a descoberta da força que a faz perdurar são vivências que logo de início podem atuar na gradativa transformação da concepção usual que se tem de realidade. Isso se os mencionados hábitos e tendências não forem demasiado insistentes em permanecer no habitual.

O fato de que a imagem simplesmente nos escapa e a inicial impotência que se experimenta em relação a esse fato, no final das contas, baseia-se na concepção ingênua de realidade que a nossa consciência comum sustenta. Coisa que a filosofia há muito tempo já chamou de “realismo ingênuo” e que a neurociência hoje fundamenta com uma infinidade de experimentos. A consciência comum, no entanto, não se preocupa com concepções filosóficas, nem com os resultados da neurociência, para ela a flor que ela vê é simplesmente a flor que ela vê e pronto!

Essa concepção ingênua de realidade é tão forte que queremos também simplesmente “ver” a flor, até mesmo na nossa meditação, onde já não há o correspondente sensorial que sustentaria essa visão. O que nós não percebemos inicialmente na meditação, é o mesmo que nós não percebemos quando estamos lá fora no mundo, que: “ver uma flor”, como já disse Fernando pessoa, “é também pensá-la”.

No momento em que eu me dou conta de que para ver e poder manter a imagem da flor no meu interior, tenho que gerar o seu significado, sustentar os gestos e movimentos que lhe dão coesão e nexo, as forças que unem num todo os seus pigmentos visuais, nesse momento eu não apenas compreendo filosoficamente, mas eu experimento vivamente a minha participação criativa na composição da realidade em que vivo. A vivência de que a imagem só readquire a sua vivacidade e perdura na minha consciência quando eu reformulo intencionalmente o significado que lhe pertence, me demonstra também que recordar não é “tirar da gaveta”, essa é apenas a primeira impressão que eu tenho da recordação. Recordar é a capacidade de recriar. O que sustenta a imagem recordativa é a atividade que produz o seu significado. Recrio o movimento integrador que em mim se estabeleceu abaixo, ou antes, da minha consciência, quando através dos meus órgãos de sentido recebi as impressões sensoriais “desintegradas” do mundo.

O sentido que se faz nos órgãos de sentido não é dado por estes, ele é estimulado pela carência de sentido que as suas impressões apresentam. O sentido surge, então, como um complemento integrante, tal como o vermelho gera o seu complementar verde totalizando as três cores básicas. E esse complemento, o sentido, já não é sensorial, pois não é apenas receptivo, como as impressões, é ativo e necessita de um atuante para se manifestar.

Atentando para a qualidade da imagem, p.ex. da flor, que consegui manter no meu interior, percebo, é óbvio, que ela é a uma recordação de uma flor específica, individual. Enquanto que se me atenho à força do significado, através do qual consegui mantê-la na sua vivacidade diante dos meus olhos internos, percebo que este tem caráter mais geral, universal. Este é um conteúdo tão fluido que cabe nele infinitas flores.

Se agora procuro me ater a esse referido conteúdo, como se eu pretendesse tê-lo na consciência sem a imagem à qual ele se refere, ocorre novamente aquele curioso desaparecer. Desaparecendo a imagem, esta parece levar também consigo o conteúdo que a sustentava. Perseverando, entretanto, nessa tentativa ocorre algo inesperado. O conteúdo movimentado, fluido, dos gestos que compõe o significado, inicialmente não se deixa manter na consciência sem a imagem específica à qual ele se refere. Mas, de repente, após várias tentativas, pode-se notar uma modificação na própria imagem, esta começa a assumir também um caráter fluido, tal como o conteúdo, começa a transformar-se numa imagem que adquire caráter universal.

Antes foi através da intencional reformulação do seu conteúdo que eu consegui sustentar a imagem específica com seus pigmentos sensoriais do mundo na minha consciência, agora é através da adaptação da imagem à fluidez do conteúdo, que eu consigo manter o complemento não sensorial do mundo na minha consciência.

Quando eu estava tentando manter a imagem da flor no meu interior, o interesse pelas suas verdadeiras características sensoriais aumentou significativamente, mas estas eu não tenho como encontrar dentro de mim. O mundo torna-se novamente interessantíssimo! Passo a querer observar melhor o que de fato ele me oferece. E, perceber melhor o que realmente os meus sentidos me oferecem, quando estou no mundo, intensifica a atividade complementar que brota de dentro de mim. Essa se fortalece quando o interesse pelo mundo e o silenciar diante das impressões do mundo se confrontam com a carência de sentido que clama pelo seu complemento. É dessa forma que a esperta natureza começa a desenvolver em nós os olhos capazes de contemplá-la de maneira cada vez mais inteira e profunda.

Experimentando a nossa participação na complementação do mundo descobrem-se as capacidades inatas e latentes. Somos participantes. Exercitar dessa forma, o estar onde se está, é trazer à consciência o que os nossos pés, as nossas mãos e o nosso coração, já sabem a respeito do mundo.

O que antes parecia ser dentro agora é fora e eu começo a reconhecer-me a mim mesmo no mundo. A meditação da realidade traz à vivência o caráter interior do mundo em que vivo.


When was the last time you felt a little stupid?

This week I felt a bit stupid. Lots of times.

The feeling is not great but the reason is. There is no way to enter a real challenge without feeling a little stupid. To challenge yourself is to go into never before sailed seas, trying the uncomfortable, feeling burrinha (“a little stupid” in Portuguese).

To always feel you are sharp and in control will not take you to the next level.

When was the last time you felt a little stupid?


Memo to the modern COO – by Seth Godin

Another great post on Seth’s Blog… worth a read

Why is it so hard for organizations to understand what Tony did with customer service at Zappo’s? Instead of measuring the call center on calls answered per minute, he insisted that the operators be trained and rewarded to take their time and actually be human, to connect and make a difference instead of merely processing the incoming.

People hear this, see the billion dollars in goodwill that was created, nod their heads and then go back to running an efficient call center. Why?

In the industrial era, the job of the chief operating officer revolved around two related functions:

  • Decrease costs
  • Increase productivity

The company knew what needed to be done, and operations was responsible for doing it. Cutting costs, increasing reliability of delivery, getting more done with less–From Taylor on, the job was pretty clear.

In the post-industrial age, when thriving organizations do something different tomorrow than they did yesterday, when the output is connection as much as stuff, the objectives are very different. In today’s environment, the related functions are:

  • Increase alignment
  • Decrease fear

Alignment to the mission, to the culture, to what we do around here–this is critical, because in changing times, we can’t rely on a static hierarchy to manage people. We have to lead them instead, we have to put decision making power as ‘low’ (not a good word, but it’s left over from the industrial model) in the organization as possible.

As the armed forces have discovered, it’s the enlisted man in the village that wins battles (and hearts and minds) now, not the general with his maps and charts. Giving your people the ability to make decisions and connections is impossible in a command and control environment.

Read full here.


Smart

What a great campaign by IBM / Ogilvy Paris (big thanks to Julia!)


Be curious.

“Be curious. Read widely. Try new things.
What people call intelligence just boils down to curiosity.”

- Aaron Swartz


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